[Jornada] Megan Lancaster

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[Jornada] Megan Lancaster

Mensagem por Lady McCartney em Dom 13 Jul 2014, 18:46


Capítulo I
Supersonic
give me gin and tonic...

O cheiro e o calor produzidos pelo café aguçaram meu olfato e os meus demais sentidos naquela amena manhã de outono. Sobre a animação e a sensação de êxtase que a bebida me proporcionava então, nem se falava. Logo após dar os primeiros goles, coloquei minha caneca dos Beatles sobre a mesa, e me levantei, indo em direção à sala, que era logo ao lado da copa, e me sentei no sofá, onde havia deixado as coisas que eu havia separado para levar em minha jornada.
Já me sentindo acordada o suficiente para conferir se não faltava nada em minha mochila, revirei a mesma, repetindo a lista de itens necessários inúmeras vezes em minha mente. Não parecia faltar nada. Coloquei novamente a mochila sobre a cadeira ao meu lado, e tentei conter minha ansiedade, retornando à cozinha para terminar meu café-da-manhã.
Enquanto me sentava na mesa, e mordiscava os pães de queijo que estavam sobre a mesma, minha mente era tomada por animação e pensamentos bons. Meu corpo tremia só pela expectativa de sair pelo mundo em uma jornada. Mesmo após anos de estudo, eu parecia estar prestes a encarar um mundo novo. Comecei a me lembrar então da conversa que havia tido na noite anterior, com meu tio, naquele mesmo local.
— Você está pronta? — havia me perguntado Robert, ao ver me folheando rapidamente um livro de criação pokémon, sentada no sofá da enorme sala de nossa casa.
Lembro-me de ter acenado ligeiramente com a cabeça, sem tirar os olhos do livro.
— Megan? — ele repetiu em sua fria e rigorosa voz. Ergui os olhos.
— Estou sim, Rob... Ah, tio! — respondi, forçando um sorriso.
Ele sorriu em resposta. Pisquei os olhos, e notei que como sempre, ele estava vestido com um smoking, mesmo num dia qualquer, como aquela segunda-feira. O smoking era negro, e combinava com os típicos cabelos cor-da-noite que caracterizava a família Larcher, que por algum motivo, eu não havia herdado.
Esperei que ele fosse embora. Continuou de pé a me olhar, ladeado por seu fiel Koffing, que paraiva ao seu lado. Até que disse:
— Lembre-se que amanhã começará sua jornada — ele retomou o tom frio em sua grave voz — E a honra da família Larcher nos Grandes Festivais estará em suas mãos. Será nossa primeira Top-Coordenadora. Seus pais ficarão orgulhosos!
Eu temia que ele chegasse a esse ponto. Respirei funda e discretamente. E concordei com cabeça, fixando os olhos de volta em meu livro.
Robert se virou, e caminhou em direção ao seu escritório, seguido pelo pokémon. Afundei no sofá, tomada por reflexões.
Eu não queria ser uma coordenadora. Havia tido aulas com um instrutor particular sobre prática e coordenação pokémon durante anos. Mas não era a vida que eu queria. Sempre achara a vida de Criadora e Treinadora muito mais interessante. Mas minha família não pensava assim: eu era uma garota, e como uma garota de classe, uma menina Larcher, como eles me chamavam, eu deveria ser uma coordenadora. Minha família e essa sede idiota de dominar o mundo pokémon em todas as áreas possíveis. E o pior: querer me usar para isso. Eu não seria uma coordenadora. E mesmo que fosse, usaria o nome que eu tenho orgulho de ostentar: Lancaster, o nome de meu avô materno, o familiar a quem eu mais amava, e que não pudera fazer com que eu herdasse seu nome.
Respirei fundo. E então me vi de volta na mesa da copa, tomando meu café-da-manhã. Deixei aqueles pensamentos se esvairem. Decidi que me esforçaria para manter essas crises ansiosas de pensamento menos constantes. Dei mais alguns goles no café. E comecei então a me lembrar de como era emocionante estar partindo em uma jornada pokémon, após cinco anos de estudo vivendo na casa de meu tio. Desde que meus pais sairam em uma longa viagem pelo mundo, para expandir ainda mais o nome da família. Eles eram Horan e Lilian Larcher. Nunca foram os tipícos pais presentes. Quando decidiram viajar, me deixaram na casa do meu tio, com a velha desculpa de que seria melhor para mim. E apareceram uma ou duas vezes nos últimos cinco anos. Sempre trazendo notícias de franquias e redes de lojas que haviam acabado de comprar.
Percebi que havia tomado todo o café, e comido todos os pães de queijo. Guardei na mochila a garrava térmica que levaria para a viagem. E retornei ao meu quarto, pois sabia que ainda havia deixado de apanhar algo muito importante.
Subi as escadas de mármore correndo. Me dando de cara com a parede do corredor, e uma foto enorme da esposa de meu tio, me virei para a direita, escacarando a porta de meu quarto.
Gostava bastante do local. Nas paredes brancas repletas de fotos de meus músicos favoritos, as faces de Paul McCartney, George Harrison e Noel Gallagher se destacavam. A confortável cama na qual eu dormira nos últimos cinco anos talvez me fizesse falta. Olhei para o canto do quarto. Encostado na parede, na posição estratégica para não ser danificado, abaixo da enorme janela que permitia que a luz solar entrasse no quarto, se encontrava Stuart, meu ukulelê. Jamais sairia de lá sem o mesmo. Música e café eram duas coisas que faziam parte da minha vida, e a falta delas significaria algo realmente forte pra mim.
— Bom dia, Stu — cumprimentei, pegando o instrumento pelo braço, e me virando para deixar o quarto — Pronto para nossa aventura?
Vi de relance a foto de meu avô, Phill Lancaster, quando era jovem, pregada em meu armário, e me lembrei de como meus cabelos castanhos avermelhados, quase ruivos, e minha pele extremamente clara se assemelhavam aos dele. Sentia orgulho toda vez que me lembrava disso. Meu avô havia sido realmente uma pessoa incrível. Mas os Larcher pareceram sempre ter feito um esforço para me manterem afastada dele, pois sabiam que ele tinha bom-senso, e não permitiria que eu fosse um objeto de sucesso deles, como queriam fazer de mim, porém, eu não cederia.
Percebi que a casa estava realmente silenciosa, quando desci as escadas com a mesma pressa que as subi. Nem minha prima parecia estar em casa, me lembrei que ela havia saído com os pais. Pycelle era a princesa da casa, e não sairia em jornada pois os pais tinham medo de soltá-la no mundo. E acreditem, isso não fazia diferença alguma para ela. Tampouco para mim. Parei de pensar nisso. Seria ainda mais fácil deixar a casa com meus tios fora. E além de tudo, já havia me despedido secamente deles na noite anterior. E eles iriam para Vermillion, passar uma temporada, o que significaria que mais cedo ou mais tarde nos cruzaríamos. Ou não. Ignorei esses pensamentos. Percebi que estava a um passo de iniciar minha aventura. Desci até a sala com um sorriso no rosto, e quase tropecei no chão ao sentir meu ceular vibrar no bolso.
Tirei-o do mesmo enquanto jogava minha mochila nos ombros, e saía pela porta da frente da casa. Era apenas uma mensagem, estava ansiosa demais naquele momento. Deixei para ler depois, e guardei o celular no bolso.
Meus longos cabelos já pareciam estavar bagunçados novamente. Conferi minha aparência no reflexo da tela do celular. Minha blusa vermelha dos Beatles já tinha uma mancha discreta de café no canto da manga. Amarrei meu casaco à cintura. Reforcei o nó no cardaço dos tênis e relaxei o colar com um pingente de submarino em meu pescoço. Estava trajada com as roupas que se julgariam adequadas para uma jornada pokémon, e que também me permitiriam não chegar desarrumada ao Laboratório do Professor Oak, onde tudo começaria.
Caminhei pelo extenso e florido jardim, pequenos pokémons como rattatas corriam alegremente pelo local. Após deixar os limites da propriedade de meus tios, vi a pequena estrada que conectava o sítio à cidade de Pallet, e não só isso, como senti a liberdade correr em minhas veias. Eu estava livre para fazer o que quiser. Descobrir minha verdadeira vocação. E pouco me importaria com o que meus parentes pensariam se eu não seguisse a carreira de coordenadora. Sorri. E apressei o passo em direção ao laboratório. Pensando sobre o pokémon com o qual eu me identificaria, e que se tornaria meu companheiro para toda a vida.
Quando tive o primeiro vislumbre da pequena cidade de Pallet, o sol já começava a se mostrar em meio à nuvens, mas o vento fresco ainda soprava gentilmente em minha pele. Firmei a mochila nas costas, e abandonei a pequena e árborea estrada, adentrando os limites da cidade.
Não parecia muito movimentada. Haviam algumas pessoas na rua, assim como muitos Pidgeys que circulavam em busca de comida. Em meio às poucas casas e construções que haviam no local, avistei uma que se destacava, e com um sorriso no rosto, caminhei em direção à mesma.
Meu palpite estava correto. Uma enorme fachada chamativa e moderna anunciava de longe a existência do Laboratório Pokémon da Cidade de Pallet. A enorme porta de vidro se abriu automaticamente com a minha aproximação, e eu, tomada pela ansiedade, não hesitei em adentrar o local.


Última edição por Lady McCartney em Seg 14 Jul 2014, 21:10, editado 4 vez(es)
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Re: [Jornada] Megan Lancaster

Mensagem por Soll em Seg 14 Jul 2014, 17:21

A porta se abriu lentamente. A garota, em leves passos adentrou o local. A primeira coisa que a jovem aspirante a Treinador viu foi uma série de bancadas e mesas, todas cobertas de papel, xícaras de café e Pokéballs, sem contar nos inúmeros computadores e equipamentos tecnológicos que ali continham. Cientistas apressados corriam de um lado para o outro, todos tentando desesperadamente completar seus projetos e pesquisas. Encostadas nas paredes jaziam dezenas de estantes cheias de livros, todos direcionados a pesquisas.

Atrás de tudo isso, em uma sala menor no final do laboratório, um velho homem parecia aguardar a chegada de Megan. Ele estava vestido como um cientista: jaleco branco, camiseta social roxa por baixo, calças marrons e sapatos negros. Sua face ostentava um sorriso gentil e ele se aproximou para cumprimentar o gaorto.



- Olá, meu jovem! - disse o Professor Oak. - Você é Megan Lancaster , se não estou enganado. Está aqui para pegar seu primeiro Pokémon? Por favor, me acompanhe.

O professor guiou então a treinadora até a sala na qual estava alguns segundos antes. Nela não havia muita coisa: apenas uma mesa, uma maleta e uma série de gavetas em escrivaninhas de metal.

Oak então abriu a maleta de couro, revelando três Pokéballs em seu interior. Uma por uma, ele foi abrindo-as e liberando os Pokémons ali contidos. Por fim, três monstrinhos bastante peculiares se encontravam no recinto.



- Estas criaturinhas são as suas opções para Pokémon inicial. - explicou o professor. - Este é o Bulbasaur, dos tipos Grass/Poison; o Charmander, do tipo Fire; e o Squirtle, do tipo Water.

Antes que Megan pudesse falar qualquer coisa, entretanto, Oak abriu uma das gavetas da sala e pegou uma Pokéball aleatória. Então ele a abriu, como fizera com as anteriores. O fecho de luz azul característico foi emitido e lentamente tomou a forma de mais um Pokémon, pequeno, alegre e saltitante.



- Esta é a Nidoran, dos tipos Poison. - continuou Oak - E ele será a sua quarta opção. E então, minha jovem? Já se decidiu?

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Re: [Jornada] Megan Lancaster

Mensagem por Convidado em Seg 11 Ago 2014, 17:50



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